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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Mãe gritando por socorro em hospital de SP antes de filho morrer sem atendimento por falta de maca para obeso

Mãe gritando por socorro em hospital
Fonte: G1

Segundo a família, Vitor Marcos sofreu três paradas cardíacas depois de aguardar, por mais de três horas dentro da ambulância, em frente ao Hospital Geral de Taipas, uma maca especial. Ele começou a passar mal na manhã de quinta (5) e foi recusado em outros dois hospitais.

Andreia Marcos da Silva, mãe do jovem de 25 anos que morreu dentro de uma ambulância por falta de uma maca para obesos, gritou e implorou por socorro na porta do Hospital de Taipas, na Zona Norte da capital.

Vitor Marcos foi direcionado para o hospital após ter atendimento recusado em outras unidades de saúde. Em um vídeo, ela aparece entrando e saindo da entrada do pronto-socorro desesperada por auxílio.




"Me ajuda, por favor, socorro, ele está aqui. Meu filho está morrendo na ambulância. Cadê os médicos desse lugar, meu Deus, por favor".

Vitor Augusto Marcos de Oliveira sofria de obesidade e começou a passar mal pela manhã. De acordo com a mãe, ele chegou a ser atendido na UPA de Perus, mas foi encaminhado para outros hospitais.

“A saga começou quando meu filho chegou no Hospital Cachoeirinha, que onde falaram que não tinha suporte para obeso. Aí eu fiquei louca: "como assim? Se o Cross [central de regulação de ofertas e serviços de saúde] mandou a vaga para cá, como que não vai aceitar"?, relatou ela à TV Globo

Em nota, a Secretaria estadual da Saúde afirma que o investiga o atendimento "para que sejam tomadas as devidas providências."

Vitor pesava 190 kg e precisava de uma maca especial, o que dificultou a transferência. A família relata que, antes dele chegar no Hospital Geral de Taipas, ele passou por outras duas unidades de saúde e em todas elas teve o atendimento negado.




No Hospital, ele aguardou por mais de três horas dentro da ambulância uma maca pra obeso.



A mãe contou que por conta da demora, o jovem sofreu três paradas cardíacas e foi atendido pelos socorristas do Samu dentro da ambulância.

A família alega que houve negligência no atendimento e falta de estrutura médica.

"Foi negligenciado, meu filho foi. Meu filho não tem o direito de ter uma maca, meu filho ficou em um assoalho, isso eu nunca vou esquecer. Meu filho morreu em cima de um assoalho, ele não teve direito de morrer em cima de um colchão.”

“O sentimento da perda nunca vai ser bom, não importa se é filho, irmão, pai, mãe, não importa. A dor do luto é muito difícil. Mas o que eu quero deixar bem claro para as redes públicas, é que de suporte a obesos, para que outras mães não venham passar o que eu passei.”



Fonte: G1




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