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sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Chacina deixa 6 mortos da mesma família na Bahia

              FOTO:  REPRODUÇÃO 

Crime aconteceu na manhã de quinta-feira em Jequié (370 km de Salvador), cidade mais violenta do país

Seis pessoas de uma mesma família foram mortas na manhã desta quinta-feira em Jequié (370 km de Salvador). Dentre as vítimas estão uma criança de cinco anos, dois homens e três mulheres, sendo uma delas grávida de nove meses.

A Polícia Civil, que investiga o caso, informou que homens armados invadiram a casa da família que fica no bairro Loteamento Amaralina e dispararam contra as seis pessoas que estavam no local.

As vítimas foram identificadas como Natiele Andrade de Cabral, 22anos , Elismar Cabral Barreto, 23 anos, Sulivan Cabral Barreto, 35, Maiane Cabral Gomes, 45 anos, Lindivoval de Almeida Cabral, 66, e Laiane Andrade Barreto, 5 anos. 

Conforme o relato de parentes, os seis eram de uma família de ciganos, informou a Polícia Militar.

À frente das investigações, a Polícia Civil coletou imagens de câmeras de segurança que ficam no entorno da casa e estão ouvindo testemunhas para tentar identificar os autores e elucidar as circunstâncias do crime.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram Jequié como a cidade do Brasil com maior a média de mortes violentas proporcional à sua população em 2022, com 88,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Ao todo, foram 141 assassinatos.

Localizada no sudoeste da Bahia, a cidade tem 158 mil habitantes, é cortada por duas importantes rodovias e abriga um presídio de médio porte. Tem uma geografia com vales que se erguem no entorno do rio de Contas e casas construídas de forma improvisada nos morros.

Epicentro de uma disputa entre facções que atuam no tráfico de drogas, a cidade viu o número de violentas escalar nos últimos anos. Foram 57 em 2020, número que subiu para 85 em 2021 e atingiu seu pico em 2022, com 141 mortes. A média de idade das vítimas é de 26 anos.

Crise na segurança
A Bahia, estado governado por Jerônimo Rodrigues (PT) enfrenta um de seus momentos mais graves na gestão da segurança, com o acirramento da guerra entre facções, chacinas e escalada da letalidade policial, com epicentro nas periferias das cidades, cujas famílias vivenciam a morte diária de uma legião de jovens negros e pobres.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam a Bahia como o estado com maior número absoluto de mortes violentas do Brasil desde 2019. Em 2022, o estado conseguiu reduzir em 5,9% o número de ocorrências, fechando o ano com 6.659 assassinatos.

A Bahia foi, no ano passado, o estado com mais mortes decorrentes de intervenção policial, com 1.464 ocorrências  o que dá uma média de 28 casos por semana. Desde 2015, o número de mortes registradas como autos de resistência quadruplicou no estado.

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