A Polícia Federal (PF) reafirmou, em novo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não foram encontradas provas de crimes cometidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apurava interferências indevidas na instituição. Mesmo sob a nova gestão do governo Lula, a corporação manteve a conclusão alcançada anteriormente, encerrando uma revisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O caso teve origem em 2020, após as graves acusações feitas por Sergio Moro ao pedir demissão do Ministério da Justiça. Na época, o ex-juiz afirmou que Bolsonaro tentava pressionar a troca de cargos de comando na PF para obter acesso a informações sigilosas e proteger aliados investigados no inquérito das fake news.
A reabertura do caso foi uma tentativa de verificar se novos elementos poderiam mudar o desfecho da investigação. No entanto, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), foi enfático ao declarar que as diligências realizadas não revelaram informações que justificassem punições penais.
“O inquérito apurou objeto específico que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado no documento.
Um ponto central para a manutenção do parecer foi a ausência de cruzamento de dados com outras frentes de investigação. A PF chegou a solicitar ao ministro Alexandre de Moraes provas do inquérito das fake news que pudessem corroborar a tese de interferência, mas o magistrado informou que não havia evidências nesse sentido naqueles autos.
O relatório destaca que, caso atos de interferência sejam detectados futuramente em outras investigações conduzidas por Moraes, eles devem ser apurados dentro de seus respectivos processos, e não neste inquérito específico.
Com a entrega do relatório complementar, o cenário é o seguinte:
Relatoria: O processo está nas mãos de Alexandre de Moraes.
Procuradoria-Geral da República (PGR): O ministro encaminhou o caso para Paulo Gonet.
Decisão Final: Gonet terá a palavra final sobre o destino da investigação. Ele pode:
- Solicitar novas diligências;
- Pedir o arquivamento definitivo do caso, seguindo a linha já adotada pelo ex-PGR Augusto Aras.
A decisão representa uma vitória jurídica para o ex-presidente, uma vez que a própria estrutura da PF, sob um novo governo e comando, não encontrou fundamentos legais para levar a denúncia adiante.
ViA: Gazeta Brasil
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