Confronto em Jacarepaguá deixou ainda outros cinco policiais feridos; militar morto tinha 54 anos, 26 anos de corporação e deixa três filhos
Uma ocorrência envolvendo policiais militares da própria corporação terminou em tragédia na manhã deste domingo (11), no Rio de Janeiro. O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu após ser baleado durante um confronto entre equipes da Polícia Militar na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital fluminense.
Com 26 anos de serviços prestados à Polícia Militar, a maior parte deles dedicada ao Bope, Gláucio deixa três filhos. A morte do militar causou comoção diante das circunstâncias em que ocorreu o episódio, marcado por uma possível falha na identificação das equipes envolvidas.
Abordagem terminou em troca de tiros
De acordo com as informações preliminares, o confronto aconteceu na Rua Guilherme Moreira, quando uma equipe do Bope realizava a abordagem de um veículo.
Durante a ação, policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar (18º BPM), responsável pelo policiamento da região, perceberam a movimentação e teriam confundido os agentes da unidade especializada com criminosos.
A suspeita inicial é de que a pouca iluminação no local e a dificuldade para identificar os policiais tenham contribuído para o desenrolar da ocorrência. Em meio à confusão, os militares do 18º BPM teriam efetuado disparos contra a equipe do Bope, dando início ao confronto.
Subtenente foi socorrido, mas não resistiu
Gláucio Marcelo foi atingido pelos disparos e recebeu socorro, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
Além dele, outros cinco policiais militares ficaram feridos durante o episódio. Entre as vítimas estão quatro integrantes do Bope e um policial do 18º BPM.
Todos os feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca. Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde dos militares hospitalizados.
Ocorrência marcada por uma tragédia entre colegas de farda
O caso chama a atenção pela gravidade e por envolver agentes que atuam na mesma instituição de segurança pública. A principal hipótese inicial é de que uma confusão durante a identificação das equipes tenha provocado os disparos.
As circunstâncias exatas do confronto, no entanto, precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração. A investigação deverá determinar como ocorreu a troca de tiros e quais fatores contribuíram para a morte do subtenente e os ferimentos dos demais policiais.
Foto: PMERJ
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